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a descrição de uma pessoa perfeita
A descrição de uma pessoa perfeita. Ora bem. Cá estais.
Tal como o nome (ou a falta dele), esta década que passou foi assim um bocado indefinida, em comparação a décadas anteriores. Não é que eu seja daquele género de pessoas que diz “ah, antes é que era”, até porque me lembro muito pouco dos anos 90 (sim, eu nasci em 1990, shame on me), mas esta década foi marcada por muito saudosismo, aquela coisa tipicamente nossa de que se fala muito em Português no 12.º ano. E que tal continuarmos a década dos 2010s com saudosismo e relembrarmos o que aconteceu nos últimos 10 anos?
Começando pela televisão em Portugal:
- O “Quem Quer Ser Milionário?” começou a ser exibido ali mesmo em Janeiro de 2000 (com o Carlos Cruz e tudo, hm);
- O “Big Brother” também começou as emissões em 2000. Foi quando ganhou o Zé Maria ganhou e ainda não tinha historial de tentativas de suicídio. E quando o Marco deu aquele grande pontapé na Sónia.
- Como se não bastasse a “Praça da Alegria”, somos inundados com mais uma dezena de programas da manhã com o Manuel Luís Goucha.
- Os “Morangos com Açúcar”, que começaram em 2003 com a Joana e o Pipo, ainda não nos largaram até hoje. Podemos ver como agora até se inspiraram na porcaria do Twilight e já lá conseguiram pôr vampiros (que depois afinal não eram) – “só vou dar umas dentadinhas!”;
- A “Floribella”, novela protagonizada pela tansa da Luciana Abreu, foi talvez a única novela da SIC que teve algum sucesso até agora, e que não passou a ser emitida às 2 da manhã semanas após a estreia – “obrigada mãe, folhas!”;
- O último ponto fez-me lembrar os Gato Fedorento e os sucessivos programas deles, geralmente bastante bons. Pena os últimos programas só valerem a pena pelos tesourinhos deprimentes.
Na política e economia mundial (ok, eu não percebo nada desta parte, por isso vou só mandar uma meia dúzia de bitaites para não dizer que não pus nada sobre isto):
- O Bush subiu ao poder e ficou conhecido como o 2.º presidente mais burro dos Estados Unidos, sendo que a 1.ª posição pertence ao seu próprio pai;
- Era fixe ser anti-Bush só porque sim;
- Aconteceu qualquer coisa a 11 de Setembro de 2001, já não sei bem o quê;
- Os Estados Unidos andaram à batatada com o Afeganistão e o Iraque;
- Aqui no nosso cantinho à beira mar plantado, fomos abençoados com o Sócrates (variações incluem Sócratas, Socas, Socrátes);
- Falou-se muito (ainda se fala?) de uma palavra começada em ‘c’, acabada em ‘e’, e com ‘ris’ no meio.
Na música:
- O rock alternativo perdeu um pouco o protagonismo, mas ainda está aí para as curvas. Felizmente o post-grunge morreu ali para os medos da década (Nickelback e Creed, anyone?);
- O emo invadiu o panorama musical também lá para meados da década (devia ser preciso algo muito mau para substituir o post-grunge, pois claro). Mas agora já está a definhar em agonia também (quase me tornei anti Tokio Hotel, ainda bem que a nova música do “és automática para mim” foi um flop). Quem definhou em agonia foram também os adolescentes que se cortavam ao som de My Chemical Romance, meu Deus;
- Depois disso, ser pseudo-intelectual ficou ainda mais na berra (olhem só para mim), e o indie, esse estilo também muito indefinido, marcou presença até nas tabelas portuguesas (!).
- Frases célebres: “Dji mãos átádáss, dji péz djicauçuss”, “Ma ia hi, ma ia hu, ma ia ha, ma ia ha ha”; “Olá nina quero tratar de ti”; “Me gusta la gasolina”; “Asereje ja deje dejebe tudejebe de sebiunouva majabi an de bugui an de buididipí”.
Na tecnologia:
- As pessoas lembraram-se que existe Macintosh;
- O iPod (dizem que as vendas estão a cair – pode tornar-se mesmo o símbolo da década);
- Era fixe dizer mal do Windows Vista.
Uau, sou mesmo bom a lembrar-me dos pormenores mais interessantes da década. Agora não me venham dizer que a década afinal começou em 2001 e só acaba no final de 2010. Eu sei que o primeiro ano foi o ano 1, mas que se lixe.
Misheard Lyrics do Caramelldansen, versão Portuguesa. Letras minhas e da Rita. Vídeo meu. Humpf. Olhai a beleza das letras.
O Dr. Otorrino adora-me
Ai dói-me, jogo Need for Speed
Com o Miguel
Dança, dança, adora-me
Só vai roer à frente, wah ah ah
Um biqueiro no rim, sim, la la la
Eu sou bi
Sinto um mel aqui
Dancem miolos
Rapem e arrendam olhos
São melhores que os dona Constança
Vê a nau lá
A Rita indicou sémen de kame hame de caramelo, tansa!
Se rio com o cu ele afasta-se
Foda-se, como o galo em cinco almoços
Com o Miguel
À tarde, sim, com o Miguel
Só vai roer a frente, wah ah ah
Um biqueiro no rim, sim, la la la
Eu sou bi
Sinto um mel aqui
Já posso passar pela sala descansadinho quando for para cima dormir. Graças às luzinhas, tenho uma probabilidade menor de me estatelar contra uma porta fechada (já aconteceu), ou de mandar uns belos encontrões a cadeiras e outros móveis (que denunciam o facto de estarmos acordados de madrugada aos nossos paizinhos).
Na sequência de uma converseta que tive, sobre gente bonita e com mais de dois neurónios, decidi apresentar aqui as minhas conclusões sobre o assunto, depois de algum tempo de reflexão. Disseram-me que gosto delas velhas e que vou ser daqueles que andam com tias de 50 anos da foz. E eu não achei bem. Vou pôr de tudo, que é para não tirarem conclusões macacas. Aqui vai um cheirinho:
Um site criado por mim, pela Maria e pela Rita, com informações e fotografias de locais abandonados em Portugal. Isto em continuação do post anterior. Digamos que é o nosso estranho interesse comum. Ide lá, ide.
Todos vós sabeis que eu tenho taras muito estranhas, por isso com certeza que não se vão admirar quando eu vos disser que nos últimos dias tenho desenvolvido um interesse muito grande por sanatórios abandonados. Tudo começou com histórias sobre o Sanatório dos Ferroviários na Covilhã. A partir daí, fui pesquisando mais e mais até que descobri que existia um em Valongo. Vendo que não era muito difícil lá chegar, decidi ir lá pelos meus próprios pés (vulgo Peugeot 106), mais a minha compincha das pancas (obrigado por me aturares). E digamos que foi giro. Pelo menos tive uma boa desculpa para pegar na máquina e começar a praticar a mui nobre arte da fotografia, mais um daqueles meus interesses que sempre mantive em estado de coma.
E então estava eu muito sossegadito na minha pesquisa, quando descubro que há um humilde sanatório sito no próprio concelho onde vivo. Excuse me while I plot my trip.
Mudança de planos nos departamentos de marketing dos supermercados para o Natal de 2009. Agora a Popota dança o kuduro e canta “Wegue wegue po-po-pota”. Já não bastava a morte cerebral da rima “Com a Popota é uma risota/Com a Popota a alegria não se esgota”? Já não bastava ela ser uma personagem, vá, voluptuosazinha, e agora anda a mostrar os seus atributos às criancinhas inocentes? E se fosse só ela, mas não, vem junto com 3 Popotettes lá atrás.
O Continente não quis ficar para trás, e claro, nada melhor que uma hipopótama que dança o kuduro que uma passareca armada em Lara Croft, numa animação em 3D que mete medo ao susto (tem pernas humanas e tudo, nem consigo calcular o quão perturbador isso é).
Às tantas querem fazer concorrência ao anúncio do Pingo Doce, parece que agora é moda assustar os clientes. Agora as criancinhas, até dá pena. Para esta nova geração que não foi habituada ao degredo dos Power Rangers, é fácil imaginá-las a olhar para o ecrã fixamente e a babar-se, ou então a ter mesmo um ataque epiléptico.
Deixo-vos aqui com as belezas dos anúncios, desde já quero adverti-los para a podridão do conteúdo dos mesmos.
Quase que me esquecia que tinha um blog. Vou então pôr aqui umas fotografias da gata, que é para vocês não dizerem que eu não cumpro o que digo. Só demoro algum tempo, pronto.
Quanto a nomes, tem e não são poucos. O nome oficial é Mina mas já lhe andam a chamar Micas e Niquita. Variações mais recentes incluem Filete e Panado. You choose.